MX e SX 2018: Calendários confirmados

_LD_1979

 

A pouco mais de um mês do arranque da época 2018 do Motocross Nacional, estão definitivamente alinhados os calendários dos diversos campeonatos de motocross (nacionais e regionais) bem como o nacional de supercross, novamente desenhado no mês de Agosto.

Com nove provas em agenda o Motocross Nacional será o primeiro a arrancar com a prova de Alqueidão, fechando em Junho na localidade de Carrazeda de Ansiães. Os campeonatos Infantis A e B e os Iniciados irão igualmente marcar presença em algumas das rondas do mesmo, dividindo algumas datas com os regionais.

(mais…)

FMP e ACAP apresentam esclarecimento sobre sinistralidade com motos

2017_YAM_YS125_EU_RM7_ACT_004

A ACAP – Associação Automóvel de Portugal,  em representação das empresas do sector do comércio  de motociclos, e a FMP – Federação de Motociclismo de Portugal, em representação dos motociclistas, vêm esclarecer que, apesar de se ter verificado um crescimento do número de acidentes com vítimas mortais em veículos de duas rodas a motor face ao período homólogo de 2016, o mesmo não se traduziu num aumento da taxa de sinistralidade, nem que existe uma relação de causalidade entre a Lei das 125cc e o aumento do número de vítimas, pelas seguintes razões:

  1. A Lei das 125cc (Lei nº 78/2009), aprovada por unanimidade na Assembleia da República, resultou da transposição da Directiva nº 91/439/CEE, tendo sido Portugal um dos últimos países a adoptá-la, em Agosto de 2009.
  1. Desde essa altura, e ao inverso do que tem sido afirmado, a taxa de sinistralidade tem diminuído de forma constante e sistemática.
  1. Os dados estatísticos disponíveis não evidenciam que o aumento do número de acidentes com vítimas mortais ocorra no segmento dos motociclos até 125 cm3, representando estes uma pequena percentagem do número total de mortes.
  1. O aumento do número de vítimas mortais em 2017 envolvendo os veículos de duas rodas a motor deve-se, essencialmente, ao chamado “efeito estatístico de base”, ou seja, decorre do facto de o período homólogo de 2016, que serve de base de comparação, ter sido o mais baixo de sempre.
  1. O parque e o tráfego de motociclos cresceram significativamente nos últimos anos, acompanhando a tendência registada na Europa de procura de veículos dotados de maior mobilidade, economia e contributo para a descarbonização.
  1. Apesar do aumento da circulação de motociclos, o número de vítimas mortais em percentagem do parque circulante tem vindo sistematicamente a diminuir nos últimos anos e este dado é que é importante.
  1. O número de vítimas mortais em percentagem do total de acidentes envolvendo veículos de duas rodas com motor tem vindo a reduzir-se significativamente, tendo passado de 3% entre 2000 e 2005, para 2% entre 2006 e 2014, e, finalmente, para 1% entre 2015 e 2017.
  1. Por último, salientamos a importância da utilização de veículos de duas rodas, que cumprem os mais exigentes critérios em matéria ambiental e de segurança, contribuindo para a redução das emissões de CO2 e para uma melhor mobilidade dos cidadãos, bem como para uma melhor gestão dos espaços urbanos, designadamente do tráfego e do estacionamento, por parte das autarquias.

A ACAP e a FMP já solicitaram, com carácter de urgência, uma audiência ao senhor Ministro da Administração Interna, com o objectivo de apresentar as suas posições sobre esta delicada matéria.

Motociclismo em destaque na 22ª Gala da Desporto

FotoGala

Realizou-se ontem no Casino Estoril mais uma Gala do Desporto promovida pela Confederação do Desporto de Portugal. Na sua 22ª edição a mesma decorreu no espaço nobre do emblemático casino onde foram conhecidos os vencedores das cinco categorias que premeiam os melhores dos melhores do desporto luso entre atletas e equipas sem esquecer os treinadores. Ao mesmo tempo são premiados aqueles que mais se destacaram a nível internacional com presença de destaque em campeonatos mundiais ou europeus e ainda os que se destacam pela contribuição para as modalidades que defendem, como dirigentes ou com responsabilidade no desenvolvimento das mesmas.

O motociclismo esteve novamente representado de forma notada e depois da devida e merecida homenagem a Armando Marques e também a Arnaldo Martins, o vencedor da Taça do Mundo de Bajas em Moto4, o momento alto da noite estava reservado para Miguel Oliveira que recebeu pela segunda vez o título de melhor atleta desportivo do ano, distinção que junta aquela que tinha já obtido em 2015, sendo esta a terceira vez que um piloto de motociclismo vence o prémio depois de Hélder Rodrigues ter sido o primeiro em 2011, ano em que foi também Campeão do Mundo Cross-Country e Rallyes.

Uma noite em cheio para os pilotos do motociclismo luso que pela terceira vez viu um dos ‘seus’ ser o melhor do ano na Gala do Desporto.

Basaula no pódio do Arenacross

Aos comandos da sua Kawasaki Hugo Basaula esteve ontem na segunda prova do campeonato britânico Arenacross. Mais uma vez na classe PRO, a categoria rainha deste campeonato onde competem muitos pilotos que estão ou estiveram na linha da frente dos mundiais de MX e SX, o campeão nacional procura neste seu segundo ano no Arenacross melhorar o oitavo lugar que conseguiu em 2017.

O Metro Radio Arena em Newcastle recebeu a segunda ronda do calendário 2018 – com oito provas em agenda – e depois da oitava posição na prova inaugural Basaula assinou o seu primeiro pódio na competição demonstrando que ter ser protagonista neste ano de 2018.

O piloto português qualificou em terceiro na sua manga e na final lutou por um merecido pódio que promete ter repetição ao longo de um campeonato que tem provas quase de forma consecutiva em todos os fins-de-semana de Janeiro e que terminar apenas no mês de Março.

Portugueses no pódio na Africa Eco Race

Terminou hoje junto ao Lago Rosa em Dakar a 10ª edição da Africa Eco Race onde após duas semanas de competição os três portugueses que iniciaram a aventura ainda no final do passado ano junto ao Mónaco conseguiram atingir os seus objectivos, destacando-se a dupla Luis e Rui Oliveira que terminaram no segundo e terceiro lugares respectivamente.

Com uma dezena de etapas divididas de forma idêntica por Marrocos e Mauritânia a passagem pelos derradeiros 23 quilómetros com o Lago Rosa como pano de fundo não contou para a classificação final mas voltou a servir na perfeição para que Luis Oliveira vencesse mais uma especial naquela que foi a sua prova de estreia no que ás maratonas TT diz respeito.

Lado a lado com Rui Oliveira os dois pilotos estiveram sempre em luta pelas melhores posições ao longo da competição, com Rui Oliveira a recuperar na fase final o degrau mais baixo do pódio e Luis Oliveira a ser durante grande parte da dezena de etapas o único a conseguir incomodar o vencedor desta 10ª edição da prova desenhada por Réné Metge e Jean-Louis Schlesser.

João Rôlo não terminou a prova classificado – excesso de penalizações retirou-o da folha de classificação – mas levou a sua KTM até à capital do Senegal, concretizando o seu principal objectivo dez anos depois de ter sido um dos pilotos que viu o Dakar 2008 ser anulado a poucas horas do seu arranque em Lisboa.

 

Luis Oliveira vence na Africa Eco Race

Luis Oliveira venceu hoje pela primeira vez na Africa Eco Race. A sexta etapa da prova ligou Dakhla a Chami na Mauritânia e no final Luis Oliveira foi 2 minutos e 12 segundos mais rápido que o segundo. Rui Oliveira foi nono na especial e João Rolo o 21º. Na geral Luis Oliveira é segundo, Rui Oliveira terceiro e João Rôlo o 21º.

FMP