Foi precisamente ás oito horas da manhã que foi dada ordem de partida para a edição 2017 da cada vez mais concorrida prova reservada aos SSV. Na grelha de partida com 39 veículos em pista era Bruno Martins o pole-position aos comandos do seu Rage Comet R depois de ontem ter conseguido assinar a volta mais rápida de sempre de um SSV aos 17 quilómetros do Terródromo no dia anterior.

No arranque para prova foi Vítor Santos, o segundo na grelha de partida, quem arrancou melhor face a Pedro Mendes que o acompanhou na performance inicial face a Bruno Martins que não só arrancou mal como foi forçado a uma paragem logo no final da primeira volta fruto de problemas no competitivo Rage.

O campeão nacional de TT atrasava-se de forma irremediável e num ritmo frenético ao longo das duas primeiras horas de competição os homens da frente rodavam de forma constante em voltas abaixo da dezena de minutos e Vítor Santos era o comandante com apenas 10 milésimas de segundo de vantagem sobre Ricardo Carvalho. João e Jorge Monteiro estavam na terceira posição a mais de um minuto e 12, cabendo a João Dias a quarta posição, ele que vinha em modo recuperação desde o arranque da prova para entrar na derradeira hora de competição na frente de Paulo Delgado.

Atrás do quinteto da frente vinham Nuno Farias, Luís Cidade Pires e Pedro Mendes, sendo que este era o primeiro a reabastecer antes do derradeiro e decisivo turno onde Ricardo Carvalho desferiu o ataque final para assegurar a sua segunda vitória consecutiva na prova, tornando-se no primeiro piloto a conseguir o feito para se juntar a Rui Serpa (2012 e 2015) na liderança de maior número de vitórias.

Ricardo Carvalho venceu com quase um minuto de vantagem sobre João e Jorge Monteiro, cabendo ao estreante Luís Cidade Pires fechar o pódio da prova na frente de Paulo Delgado e Avelino Luís.

“Correu tudo bem, foi uma corrida sempre muito intensa e discutida e com alguma pressão extra pelo facto de trazer o número 1 depois da vitória do ano passado. Não tive problemas, andei sempre com bom ritmo e com os da frente e no final foi muito bom voltar a subir ao primeiro lugar. A pista estava fantástica, foi uma manhã muito positiva a fechar uma época fantástica.”

A prova ficou marcada pelo abandono de Vítor Santos, já na derradeira hora de competição e quando estava a discutir o primeiro posto, o mesmo se passando com Nuno Farias que discutia a quarta posição com Paulo Delgado até ser vitima de um acidente já nos derradeiros momentos de prova. Azar igualmente foi o que não faltou a João Dias que viu uma correia de transmissão o impedir de conseguir um lugar de pódio após três horas de corrida onde oito pilotos conseguiram voltas abaixo da dezena de minutos, cabendo a Pedro Mendes a melhor passagem em 9m49,287s.

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Ricardo Carvalho repetiu vitória de 2016
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