Paulo Gonçalves reforçou o 3.º posto no Dakar, ao ficar mais distanciado dos perseguidores imediatos. O piloto de Esposende foi 5.º na etapa, logo seguido de Hélder Rodrigues, que continua a fechar o “Top 10” da classificação geral, na qual Ruben Faria desceu duas posições.

Entre Copiapó e Antofagasta avultava o extenso sector selectivo de 458 Km. Ao contrário da véspera, Barreda partiu na posição de “lebre” de serviço, mas após uma trintena de quilómetros deixou esse papel para Marc Coma, que na dianteira passou a marcar o ritmo e o terreno, com Barreda em gestão táctica a curta distância.

Depois, a diferença entre eles pouco variou, e se Coma bateu o rival por 2.16, Barreda segue no comando do Rali com 10.33 de vantagem sobre o compatriota. O chileno Pablo Quintanilla explorou bem o seu superior conhecimento do terreno para repetir o 3.º lugar da véspera, agora diante de Stefan Svitko.

Paulo Gonçalves começou em grande ritmo e a meio do troço era o terceiro mais rápido. Depois cedeu algum tempo, mas ficou em 5.º a 4.37 do vencedor. Feitas as contas, reforçou o 3.º lugar na “geral”, pois dispõe de 9.16s sobre o perseguidor imediato, agora Quintanilla, o qual se encontra já a mais de meia hora de Barreda.

“Foi uma etapa difícil, em pistas muito estragadas e pedregosas, com muitos buracos,” declarou Gonçalves. “Arranquei em 12.º, até ao Km 100 tive bastante pó dos pilotos que arrancaram à minha frente e perdi tempo. Depois, na parte final perdi mais algum tempo a localizar um “way point”, mas o resultado final do dia é bom – e assim tenho uma boa posição de partida para amanhã.”

Bom desempenho também para Hélder Rodrigues, que surgia em décimo na primeira metade, mas depois pode incrementar o ritmo para se fixar na 6.ª posição em que terminaria, a 6.35 do primeiro. Assim, permanece em 10.º no acumulado da prova. “Apanhei muito pó e até ao Km 226 só consegui passar um piloto,” explicou Rodrigues. “Depois, a partir do reabastecimento imprimi bom ritmo. Com mais vento e um deserto mais aberto consegui então passar alguns pilotos e chegar ao final com um melhor resultado.”

Ao contrário da véspera, hoje foi a vez de Ruben Faria ter um dia menos produtivo. Ele e Viladoms erraram o percurso ao Km 30, e a meio do sector selectivo acusava oito minutos de atraso para os mais rápidos. Na parte final a diferença aumentou e o algarvio fechou a jornada apenas em 15.º, a 17.24 do vencedor. Em consequência, desceu dois lugares na “geral”, sendo agora o 6.º classificado.

“Foi pena o erro logo no início,” confessou Faria. “Aconteceu numa zona muito rápida e estava concentrado na condução. Demorei algum tempo a regressar ao rumo correcto e depois foi sempre em ritmo veloz para tentar recuperar o mais possível. Consegui entrar na última secção na 12.ª posição mas estava muito desgastado fisicamente e perdi mais alguns minutos.”

Depois de ontem ter voltado a debater-se com problemas no travão traseiro, ao ficar muito cedo sem pastilhas, Mário Patrão realizou hoje uma etapa em crescendo e acabou por ser 31.º classificado, a 44.50 do primeiro. Na tabela geral subiu dois degraus, recuperando o 33.º lugar.

Amanhã, na etapa que antecede o dia de descanso para os homens das motos e quad, estes têm mais 688 Km a cumprir desde Antofagasta até Iquique, incluindo 319 Km em troço cronometrado.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 17h51m05s; 2.º Marc Coma (KTM) a 10.33; 3.º Paulo Gonçalves (Honda) a 22.50; 4.º Pablo Quintanilla (KTM) a 31.06; 5.º Jordi Viladoms (KTM) a 36.23; 6.º Ruben Faria (KTM) a 38.13; 7.º Matthias Walkner (KTM) a 38.36; 8.º Toby Price (KTM) a 39.54; 9.º Stefan Svitko (KTM) a 42.05; 10.º Hélder Rodrigues (Honda) a 43.24; 11.º Alain Duclos (Sherco) a 44.12; 12.º Jeremias Israel Esquerre (Honda) a 59.10; … 33.º Mário Patrão (Suzuki) a 2h57.59; etc.

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Paulo Gonçalves consolida 3.º lugar
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