Com o Crossódromo Internacional e Águeda a receber 21.000 espectadores foi em ambiente de festa que se celebrou a quinta prova do campeonato do mundo, a 21ª visita do MXGP ao traçado da Bairrada e pelo segundo ano com um verdadeiro ‘banho’ de multidão que nem mesmo perante a perspectiva de chuva – que não caiu durante o fim‑de‑semana – deixou de animar ainda mais o complexo que também pela primeira vez contou com uma bancada destinada ao público.

No total estiveram 11 pilotos portugueses em pista – entre eles cinco senhoras – Portugal contou no passado fim‑de‑semana com a maior representação de sempre numa prova do campeonato do mundo de motocross. Ao lado de Rui Gonçalves, que esteve em MXGP como ‘wild-card’ e em celebração dos 16 bem sucedidos anos a tempo inteiro no campeonato, também Paulo Alberto marcou presença na categoria maior, conseguindo na primeira manga dois suados pontos (19º lugar), que mostrou serem possíveis de aumentar na segunda corrida ao chegar mesmo a rodar na 14ª posição antes de um problema com a sua moto o obrigar a parar. Rui Gonçalves festejou e celebrou com o público português, mas seis meses fora das pistas a este nível são complicados de se conseguir ‘esconder’ e Rui Gonçalves celebrou sem pontuar.

As cores portuguesas foram também representadas no campeonato do mundo feminino, onde Joana Gonçalves foi a melhor das representantes portuguesas ao terminar o GP na 16ª posição, ela que era a única do pelotão de cinco pilotos com experiência deste campeonato. Numa pista pesada e exigente as restantes pilotos mostraram a garra e vontade do motocross feminino português com Ana Alves a terminar na 31ª posição, Ana Santos no 33º lugar, Filipa Leite em 34º e Tatiana Graça em 35º.

No campeonato Europeu EMX250, onde curiosamente Paulo Alberto tinha conseguido terminar em quarto lugar numa das mangas em 2011, o quarteto composto por Diogo Graça, Luis Outeiro, Bruno Charrua e André Sérgio não conseguiu a qualificação para as corridas. Num pelotão com 61 pilotos presentes Diogo Graça chegou a estar em posição de o conseguir na corrida de última oportunidade, mas acabou por terminar fora dos dez primeiros, precisamente aqueles que assinavam acesso ás duas mangas válidas para este campeonato.

Uma presença que muito dignificou o motocross português, como o fez também a organização do Agueda Action Club que não obstante as dificuldades devido à queda de chuva de forma ininterrupta durante quase todos os quinze dias que antecederam a realização da corrida levou a cabo aquela que foi considerada pelo promotor do campeonato como a melhor corrida de sempre em Águeda, merecendo rasgados elogios por parte da Youthstream, pilotos e equipas que estiveram presentes na prova portuguesa do mundial, uma prova que em 2019 regressará novamente ao Crossódromo Internacional de Águeda e que neste ano de 2018 foi ganha por Jeffrey Herlings na classe maior e Jorge Prado, o primeiro espanhol a vencer em Águeda, em MX2.

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MXGP Portugal: Festa do motocross contou com 11 pilotos lusos
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