Paulo Gonçalves consolidou a 2.ª posição no Dakar, ao obter esse mesmo resultado na segunda etapa da prova, logo seguido por Ruben Faria, que assim também ascendeu ao 3.º lugar da “geral”. Num dia bom para as cores lusitanas, Hélder Rodrigues foi 7.º na etapa e ocupa o 8.º posto no acumulado do Rali.

A etapa entre Villa Carlos Paz e San Juan foi bastante lucrativa para os portugueses que almejam o triunfo neste Dakar. Após o longo e desgastante sector selectivo de 518 Km – para os mais rápidos implicou quase seis horas consecutivas em luta contra o cronómetro – Paulo Gonçalves e Ruben Faria surgem instalados no pódio provisório da competição, graças à sua consistência exibicional e explorando falhas alheias.

Hoje, a luta principal aconteceu entre Joan Barreda e Marc Coma, mas este teve de reduzir drasticamente o ritmo nos últimos 60 Km, devido à degradação do pneu traseiro – e assim perdeu 12.32 para o mais rápido do dia, Barreda. Além disso o vencedor da véspera, Sam Sunderland, também perdeu quase duas horas e meia na ponta final, após errar o percurso.

Numa etapa maioritariamente disputada em piso duro, pedregoso em diversos sectores, e os últimos 40 Km em terreno bastante arenoso, Paulo Gonçalves foi melhorando o posicionamento e com uma ponta final em grande estilo acabou por repetir o 2.º lugar da véspera, a 6.13s de Barreda. Já Ruben Faria manteve regularmente o quinto posto, mas com o atraso de Coma e Sunderland ficou em 3.º, a 9.16 do vitorioso espanhol. Hélder Rodrigues andou a maior parte do tempo na 7.ª posição em que terminaria, a 11.35 do primeiro colocado.

“Foi uma etapa longa e muito dura”, comentou Paulo Gonçalves, “a primeira parte em traçado montanhoso e sinuoso, com muita pedra, mas depois mudou para piso arenoso. Sensivelmente ao Km 250 perdi algum tempo para encontrar um “way point” e fiz sózinho os últimos duzentos quilómetros, mas correu bem. Os últimos 40 Km foram muito difíceis, parecia Supercross com “whoopies” em areia, sob calor intenso.”

Contente com o seu desempenho e condição física, Ruben Faria confessou que “a fase final foi a mais penosa, 40 quilómetros de areia muito duros, sempre em constantes saltos, que obrigaram a baixar um pouco o ritmo. Mas senti-me bem durante todo o dia e depois do ataque na fase inicial mantive o ritmo. No fecho da especial tive que me preocupar não apenas com o físico mas também com o pneu traseiro que estava em muito mau estado.”

Esta jornada proporcionou a Hélder Rodrigues ascender ao “top 10”, mantendo intactas as suas ambições neste Dakar. Para já, situa-se a 13.26 do comandante, mas apenas a 2.49 do 3.º classificado, diferenças curtas numa prova tão longa e em que grandes mudanças na tabela podem acontecer a qualquer momento.

Mário Patrão também teve rendimento positivo. Após o 57.º lugar na véspera, foi evoluindo na pauta classificativa até ser 31.º na etapa, a 52.44 do vencedor. Na “geral” é agora 35.º colocado, após um dia “com muitas horas em cima da moto. A posição em que parti não foi muito favorável, por isso optei por ir até final num ritmo mais cauteloso. Consegui ascender alguns lugares, não tantos como gostava, mas estamos ainda no segundo dia de rali ”, referiu Patrão.

Amanhã, a terceira etapa liga San Juan e Chilecito, com 657 Km, incluindo um sector selectivo de 220 Km.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 7h06m44s; 2.º Paulo Gonçalves (Honda) a 4.37; 3.º Ruben Faria (KTM) a 10.37; 4.º Jordi Viladoms (KTM) a 11.24; 5.º Toby Price (KTM) a 11.32; 6.º Marc Coma (KTM) 12.03; 7.º Matthias Walkner (KTM) a 12.26; 8.º Hélder Rodrigues (Honda) a 13.26; 9.º Jeremias Israel Esquerre (Honda) a 16.24; 10.º Juan Pedrero Garcia (Yamaha) a 19.34; 11.º Stefan Svitko (KTM) a 22.14; 12.º Alain Duclos (Sherco) a 22.22; … 35.º Mário

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