A longa etapa que marcou a entrada no Chile trouxe algumas adversidades às hostes lusitanas no Dakar. Ainda assim, Paulo Gonçalves apenas baixou um lugar na “geral”, para 3.º, e Ruben Faria subiu ao 4.º posto, mas ambos estão agora a mais de vinte minutos do comandante e ganhador do dia, Joan Barreda.

Dia extenuante, este, com muitas horas de condução para percorrer 909 Km entre Chilecito e Copiapó, dos quais 315 Km cronometrados já em território chileno – após a travessia da Cordilheira dos Andes, que levou os pilotos a cerca de 4800 metros de altitude.

Um duelo pela vitória marcou esta quarta etapa. Joan Barreda conseguiu apanhar Marc Coma, que tinha partido dois minutos antes, e depois seguiu o rival para vencer e consolidar a liderança na prova. Muito interessante foi também o desempenho de Pablo Quintanilla, que celebrou a entrada no seu país com o 3.º lugar, e da espanhola Laia Sainz, a obter o 8.º melhor registo.

Paulo Gonçalves cometeu erros de navegação na primeira parte do troço cronometrado, onde perdeu dezasseis minutos para o mais rápido. Depois, imprimiu um ritmo ao nível dos primeiros, mas teve de contentar-se em ser 12.º na jornada, a 14.56 do vencedor. O piloto de Esposende apenas foi ultrapassado na “geral” por Coma, mas mais significativo é o tempo perdido, pois está agora a 20.29 de Barreda e a 7.40 do tetra vencedor do Dakar.

“Hoje foi um dia difícil para mim, perdi-me no início ao quilómetro 11. Depois tentei recuperar mas acabei por fazer mais um erro de navegação ao Km 124,” esclareceu Gonçalves. “Felizmente na parte final consegui recuperar algum tempo, mesmo assim perdi quinze minutos para o líder do dia.”

Ruben Faria fez uma boa etapa, quase sempre entre os quatro primeiros do dia, mas na ponta final – no deserto de Atacama – teve um erro de percurso que o remeteu para o 5.º posto, a 10.55 de Barreda. Apesar de ter subido para a 4.ª posição da “geral”, a diferença face ao comandante cifra-se em 23.05.

Hélder Rodrigues estava igualmente a ter bom desempenho, surgindo em 6.º durante mais de metade do sector selectivo, mas posteriormente um problema mecânico fez com que terminasse em 17.º, a 20.31 do primeiro. Com este resultado, Rodrigues fecha agora o “top 10”, a 39m05 do líder da competição.

O problema aconteceu após o reabastecimento, quando a moto de Rodrigues não arrancou. “Tinha um cabo que o mecânico não conectou bem e a moto não trabalhava. Estive cerca de vinte minutos até conseguir reparar,” explicou o piloto. “Foi pena isto que aconteceu, porque a moto portou-se muito bem.”

Finalmente, Mário Patrão foi variando o posicionamento na casa dos quadragésimos, terminando em 49.º. Porém, na “geral” baixou apenas dois degraus, regressando ao 35.º lugar, já a mais de duas horas do comandante.

A acção prossegue amanhã, entre Copiapó e Antofagasta, com 697 Km em agenda, dos quais 458 Km a cumprir contra o cronómetro.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 13h10m33s; 2.º Marc Coma (KTM) a 12.49; 3.º Paulo Gonçalves (Honda) a 20.29; 4.º Ruben Faria (KTM) a 23.05; 5.º Jordi Viladoms (KTM) a 24.51; 6.º Pablo Quintanilla (KTM) a 30.42; 7.º Toby Price (KTM) a 32.05; 8.º Matthias Walkner (KTM) a 33.28; 9.º Alain Duclos (Sherco) a 36.31; 10.º Hélder Rodrigues (Honda) a 39.05; 11.º Stefan Svitko (KTM) a 40.27; 12.º Laia Sanz (Honda) a 48.02; … 35.º Mário Patrão (Suzuki) a 2h15.25; etc.

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