Paulo Gonçalves segue em segundo

Paulo Gonçalves mantém a 2.ª posição no Dakar, após ter sido o quinto mais rápido na terceira etapa da prova. Por sua vez, Ruben Faria e Hélder Rodrigues são agora respectivamente 5.º e 9.º classificados na “geral”, enquanto Mário Patrão subiu duas posições na tabela.

A etapa entre San Juan e Chilecito incluía um troço cronometrado de 220 Km, com predominância de terreno bastante pedregoso – e alguns riachos para transpor – mas também porções arenosas. Uma tirada que não rendeu diferenças muito significativas entre os homens da frente, e como principal novidade trouxe a vitória do austríaco Matthias Walkner, campeão mundial de motocross MX3 em 2012 e estreante no “Dakar”.

Quanto aos portugueses, Paulo Gonçalves e Ruben Faria tiveram actuações seguras, sendo 5.º e 7.º classificados neste dia, respectivamente a 2.49 e 3.26 do vencedor. O piloto de Esposende continua firme no 2.º posto do Rali, a 5.33 do comandante, Joan Barreda, e com cinco minutos de vantagem sobre Walkner, logo seguido de Marc Coma.

Já Ruben Faria baixou duas posições na “geral”, mas está apenas a uma dúzia de minutos do líder da prova.

“Continuamos na luta, está a ser um bom rali. Muito difícil, exigente, mas tanto eu como a minha Honda temos estado à altura,” disse Paulo Gonçalves. Já Ruben Faria sublinhou que “a especial era muito sinuosa, com bastante pedra e muito traiçoeira, em especial na fase final. Adaptei o meu ritmo e mantive sempre margem de segurança sem correr riscos desnecessários.”

Hélder Rodrigues teve hoje um dia menos produtivo, sendo apenas 15.º colocado, a 7.01 do mais rápido. Em consequência desceu um lugar no acumulado do Rali, para 9.º, agora a 18m34 de Barreda. Quanto a Mário Patrão, continua a subir na tabela – foi 30.º na etapa e surge no 33.º posto da “geral”.

Em detalhe, Hélder Rodrigues rodou engripado nos primeiros dias de prova, com naturais reflexos em termos físicos. Quanto a Mário Patrão, afirma: “Mantive a regularidade. Estou a partir num grupo de pilotos que sai para a ‘especial’ cronometrada de 30 em 30 segundos e isso dificulta um pouco as ultrapassagens, especialmente pela presença de muito pó no percurso. Em todo caso sinto-me bem, a subir de dia para dia.”

A jornada de amanhã, 909 Km entre Chilecito e Copiapó, assinala a entrada no Chile, após a travessia da Cordilheira dos Andes, que leva os concorrentes a cerca de 4800 metros de altitude. O sector selectivo tem 315 Km, evidenciando-se os últimos 40 Km em dunas no deserto de Atacama, colocando à prova os dotes de navegação.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 9h43m05s; 2.º Paulo Gonçalves (Honda) a 5.33; 3.º Matthias Walkner (KTM) a 10.33; 4.º Marc Coma (KTM) a 10.50; 5.º Ruben Faria (KTM) a 12.10; 6.º Toby Price (KTM) a 12.24; 7.º Jordi Viladoms (KTM) a 14.07; 8.º Jeremias Israel Esquerre (Honda) a 18.33; 9.º Hélder Rodrigues (Honda) a 18.34; 10.º Juan Pedrero Garcia (Yamaha) a 23.02; 11.º Alain Duclos (Sherco) a 23.40; 12.º Stefan Svitko (KTM) a 26.36; … 33.º Mário Patrão (Suzuki) a 1h28.21; etc.

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Dia complicado para os portugueses

A longa etapa que marcou a entrada no Chile trouxe algumas adversidades às hostes lusitanas no Dakar. Ainda assim, Paulo Gonçalves apenas baixou um lugar na “geral”, para 3.º, e Ruben Faria subiu ao 4.º posto, mas ambos estão agora a mais de vinte minutos do comandante e ganhador do dia, Joan Barreda.

Dia extenuante, este, com muitas horas de condução para percorrer 909 Km entre Chilecito e Copiapó, dos quais 315 Km cronometrados já em território chileno – após a travessia da Cordilheira dos Andes, que levou os pilotos a cerca de 4800 metros de altitude.

Um duelo pela vitória marcou esta quarta etapa. Joan Barreda conseguiu apanhar Marc Coma, que tinha partido dois minutos antes, e depois seguiu o rival para vencer e consolidar a liderança na prova. Muito interessante foi também o desempenho de Pablo Quintanilla, que celebrou a entrada no seu país com o 3.º lugar, e da espanhola Laia Sainz, a obter o 8.º melhor registo.

Paulo Gonçalves cometeu erros de navegação na primeira parte do troço cronometrado, onde perdeu dezasseis minutos para o mais rápido. Depois, imprimiu um ritmo ao nível dos primeiros, mas teve de contentar-se em ser 12.º na jornada, a 14.56 do vencedor. O piloto de Esposende apenas foi ultrapassado na “geral” por Coma, mas mais significativo é o tempo perdido, pois está agora a 20.29 de Barreda e a 7.40 do tetra vencedor do Dakar.

“Hoje foi um dia difícil para mim, perdi-me no início ao quilómetro 11. Depois tentei recuperar mas acabei por fazer mais um erro de navegação ao Km 124,” esclareceu Gonçalves. “Felizmente na parte final consegui recuperar algum tempo, mesmo assim perdi quinze minutos para o líder do dia.”

Ruben Faria fez uma boa etapa, quase sempre entre os quatro primeiros do dia, mas na ponta final – no deserto de Atacama – teve um erro de percurso que o remeteu para o 5.º posto, a 10.55 de Barreda. Apesar de ter subido para a 4.ª posição da “geral”, a diferença face ao comandante cifra-se em 23.05.

Hélder Rodrigues estava igualmente a ter bom desempenho, surgindo em 6.º durante mais de metade do sector selectivo, mas posteriormente um problema mecânico fez com que terminasse em 17.º, a 20.31 do primeiro. Com este resultado, Rodrigues fecha agora o “top 10”, a 39m05 do líder da competição.

O problema aconteceu após o reabastecimento, quando a moto de Rodrigues não arrancou. “Tinha um cabo que o mecânico não conectou bem e a moto não trabalhava. Estive cerca de vinte minutos até conseguir reparar,” explicou o piloto. “Foi pena isto que aconteceu, porque a moto portou-se muito bem.”

Finalmente, Mário Patrão foi variando o posicionamento na casa dos quadragésimos, terminando em 49.º. Porém, na “geral” baixou apenas dois degraus, regressando ao 35.º lugar, já a mais de duas horas do comandante.

A acção prossegue amanhã, entre Copiapó e Antofagasta, com 697 Km em agenda, dos quais 458 Km a cumprir contra o cronómetro.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 13h10m33s; 2.º Marc Coma (KTM) a 12.49; 3.º Paulo Gonçalves (Honda) a 20.29; 4.º Ruben Faria (KTM) a 23.05; 5.º Jordi Viladoms (KTM) a 24.51; 6.º Pablo Quintanilla (KTM) a 30.42; 7.º Toby Price (KTM) a 32.05; 8.º Matthias Walkner (KTM) a 33.28; 9.º Alain Duclos (Sherco) a 36.31; 10.º Hélder Rodrigues (Honda) a 39.05; 11.º Stefan Svitko (KTM) a 40.27; 12.º Laia Sanz (Honda) a 48.02; … 35.º Mário Patrão (Suzuki) a 2h15.25; etc.

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Paulo Gonçalves consolida 3.º lugar

Paulo Gonçalves reforçou o 3.º posto no Dakar, ao ficar mais distanciado dos perseguidores imediatos. O piloto de Esposende foi 5.º na etapa, logo seguido de Hélder Rodrigues, que continua a fechar o “Top 10” da classificação geral, na qual Ruben Faria desceu duas posições.

Entre Copiapó e Antofagasta avultava o extenso sector selectivo de 458 Km. Ao contrário da véspera, Barreda partiu na posição de “lebre” de serviço, mas após uma trintena de quilómetros deixou esse papel para Marc Coma, que na dianteira passou a marcar o ritmo e o terreno, com Barreda em gestão táctica a curta distância.

Depois, a diferença entre eles pouco variou, e se Coma bateu o rival por 2.16, Barreda segue no comando do Rali com 10.33 de vantagem sobre o compatriota. O chileno Pablo Quintanilla explorou bem o seu superior conhecimento do terreno para repetir o 3.º lugar da véspera, agora diante de Stefan Svitko.

Paulo Gonçalves começou em grande ritmo e a meio do troço era o terceiro mais rápido. Depois cedeu algum tempo, mas ficou em 5.º a 4.37 do vencedor. Feitas as contas, reforçou o 3.º lugar na “geral”, pois dispõe de 9.16s sobre o perseguidor imediato, agora Quintanilla, o qual se encontra já a mais de meia hora de Barreda.

“Foi uma etapa difícil, em pistas muito estragadas e pedregosas, com muitos buracos,” declarou Gonçalves. “Arranquei em 12.º, até ao Km 100 tive bastante pó dos pilotos que arrancaram à minha frente e perdi tempo. Depois, na parte final perdi mais algum tempo a localizar um “way point”, mas o resultado final do dia é bom – e assim tenho uma boa posição de partida para amanhã.”

Bom desempenho também para Hélder Rodrigues, que surgia em décimo na primeira metade, mas depois pode incrementar o ritmo para se fixar na 6.ª posição em que terminaria, a 6.35 do primeiro. Assim, permanece em 10.º no acumulado da prova. “Apanhei muito pó e até ao Km 226 só consegui passar um piloto,” explicou Rodrigues. “Depois, a partir do reabastecimento imprimi bom ritmo. Com mais vento e um deserto mais aberto consegui então passar alguns pilotos e chegar ao final com um melhor resultado.”

Ao contrário da véspera, hoje foi a vez de Ruben Faria ter um dia menos produtivo. Ele e Viladoms erraram o percurso ao Km 30, e a meio do sector selectivo acusava oito minutos de atraso para os mais rápidos. Na parte final a diferença aumentou e o algarvio fechou a jornada apenas em 15.º, a 17.24 do vencedor. Em consequência, desceu dois lugares na “geral”, sendo agora o 6.º classificado.

“Foi pena o erro logo no início,” confessou Faria. “Aconteceu numa zona muito rápida e estava concentrado na condução. Demorei algum tempo a regressar ao rumo correcto e depois foi sempre em ritmo veloz para tentar recuperar o mais possível. Consegui entrar na última secção na 12.ª posição mas estava muito desgastado fisicamente e perdi mais alguns minutos.”

Depois de ontem ter voltado a debater-se com problemas no travão traseiro, ao ficar muito cedo sem pastilhas, Mário Patrão realizou hoje uma etapa em crescendo e acabou por ser 31.º classificado, a 44.50 do primeiro. Na tabela geral subiu dois degraus, recuperando o 33.º lugar.

Amanhã, na etapa que antecede o dia de descanso para os homens das motos e quad, estes têm mais 688 Km a cumprir desde Antofagasta até Iquique, incluindo 319 Km em troço cronometrado.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 17h51m05s; 2.º Marc Coma (KTM) a 10.33; 3.º Paulo Gonçalves (Honda) a 22.50; 4.º Pablo Quintanilla (KTM) a 31.06; 5.º Jordi Viladoms (KTM) a 36.23; 6.º Ruben Faria (KTM) a 38.13; 7.º Matthias Walkner (KTM) a 38.36; 8.º Toby Price (KTM) a 39.54; 9.º Stefan Svitko (KTM) a 42.05; 10.º Hélder Rodrigues (Honda) a 43.24; 11.º Alain Duclos (Sherco) a 44.12; 12.º Jeremias Israel Esquerre (Honda) a 59.10; … 33.º Mário Patrão (Suzuki) a 2h57.59; etc.

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Hélder Rodrigues vitorioso em Iquique

Hélder Rodrigues regressou aos triunfos em etapas no Dakar. Vitorioso em Iquique, antes do dia de descanso, ascendeu ao 6.º lugar da tabela classificativa, na qual Paulo Gonçalves permanece em 3.º, mas hoje também ganhou tempo aos dois primeiros.

No caso das motos, a etapa entre Antofagasta e Iquique incluiu um sector selectivo de 318 Km, assim divididos: primeiro 69 Km, depois uma neutralização em asfalto com 26 Km, seguindo-se os restantes 223. O piso era maioritariamente pedregoso, com uns 40 Km em areia já perto do final.

Hélder Rodrigues assumiu o comando ainda na primeira metade do troço cronometrado, e depois permaneceu firme para conquistar a sua sexta vitória em etapas no Dakar, resistindo à pressão exercida pelo australiano Toby Price, que ficou a 1.10 mas chegou a estar praticamente empatado com Rodrigues. Graças a este brilhante desempenho o português subiu quatro posições na “geral”, para o 6.º posto, com boas hipóteses de prosseguir a ascensão, pois está agora a pouco mais de seis minutos do quarto classificado.

“Foi uma boa jornada. Parti bem, tentei atacar no início” considerou Hélder. “Vencer a especial era bom para mim, mas mais importante é subir na classificação geral.” Mais ainda: “Fui muito rápido, estou contente e ainda tenho uma semana para atacar.”

Em grande ritmo andou também Paulo Gonçalves, 3.º colocado a 1.42 do compatriota. Além disso, recuperou quase meia dúzia de minutos do atraso para Barreda, e quase oito relativamente a Coma. O piloto de Esposende ficou mais sólido no 3.º posto da “geral”, relançando as aspirações a um melhor resultado final quando ainda falta percorrer mais de metade da quilometragem prevista em sectores selectivos.

“Foi uma etapa muito montanhosa. A pista de acesso à montanha era difícil, com muito pó e estragada”, explicou Gonçalves. “Mantenho o 3.º lugar na “geral” e agora temos mais uma semana pela frente, mas o Dakar só termina no último metro do último dia. O objectivo é pelo menos chegar com o posicionamento que temos.”

Ruben Faria perdeu algum tempo para os mais rápidos, mas ainda assim teve rendimento positivo – foi 9.º classificado, a 9.34 de Rodrigues, sendo apenas ultrapassado por este no acumulado do Rali, e como tal baixou para o 7.º posto. “Estamos em Iquique… primeira metade da prova cumprida e satisfeito com o resultado até ao momento. A segunda semana será decisiva, mas agora vamos descansar,” declarou o algarvio.

Já Mário Patrão foi tocado pelo azar. O piloto de Seia estava a andar bem, a 75 Km do final era 25.º classificado, mas nessa fase final da etapa teve problemas e acabou com 2h37m de atraso para o vencedor. Em consequência desceu bastante na tabela, estando agora a quase cinco horas e meia do comandante.

No duelo pelo comando da prova, repetiu-se o tipo de situação observado nos últimos dias. Desta vez Coma arrancou na frente mas foi apanhado por Barreda, o qual segue firme na liderança da prova e recolocou a vantagem sobre o rival na casa dos doze minutos.

Amanhã é dia de descanso para os pilotos das motos e quad. Assim, regressam à acção no Domingo com a incursão à Bolívia, de Iquique até Uyuni, numa etapa com 717 Km.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 21h38.35; 2.º Marc Coma (KTM) a 12.27; 3.º Paulo Gonçalves (Honda) a 17.12; 4.º Pablo Quintanilla (KTM) a 29.57; 5.º Toby Price (KTM) a 33.44; 6.º Hélder Rodrigues (Honda) a 36.04; 7.º Ruben Faria (KTM) a 40.27; 8.º Stefan Svitko (KTM) a 41.27; 9. Alain Duclos (Sherco) a 52.56; 10.º Jeremias Israel Esquerre (Honda) a 1h00.48; 11.º Jordi Viladoms (KTM) a 1h04.28; 12.º David Casteu (KTM) a 1h14.52; … 47.º Mário Patrão (Suzuki) a 5h27.39; etc.

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Paulo Gonçalves ganhador na Bolívia

O Dakar está em maré de vitórias portuguesas. Desta vez foi Paulo Gonçalves a impor as cores nacionais na chegada à Bolívia, relançando a sua candidatura ao triunfo na prova, enquanto Hélder Rodrigues mantém o 6.º posto e Ruben Faria é agora 8.º na classificação geral.

Paulo Gonçalves dá-se bem com os ares de Iquique. Em 2011, ali conquistou a única vitória em etapas que já tinha no “Dakar”, e hoje arrancou dessa localidade chilena para consumar novo triunfo já em solo boliviano. Isto, porque os pilotos de motos e quad cumpriram o percurso trilhado na véspera pelos carros – 717 Km desde Iquique até Uyuni, na Bolívia. Pelo meio, o sector selectivo do dia tinha 321 Km.

A meio do troço cronometrado Paulo Gonçalves estava a 2.17 de Marc Coma, mas na segunda metade atacou forte para chegar à vitória com 14 segundos de vantagem sobre o espanhol. Além disso, ganhou 6.13 a Joan Barreda – o qual partiu o guiador por queda ao Km 200 da “especial”. Assim, o português está agora a 10.59s do comandante, e a 4.31 de Coma – com este a reduzir quase para a metade o atraso face a Barreda. Ou seja, a luta pelo triunfo está mais acesa, envolvendo também Gonçalves.

“Começou a chover a meio da etapa, o piso ficou muito escorregadio e perigoso,” explicou Gonçalves. “A uns 50 Km do fim comecei a sentir dores de cabeça, mas cheguei sem problemas para a moto – só vai dar trabalho a limpar, porque está cheia de lama.” Quanto à situação da corrida, Gonçalves admite que “se as coisas continuarem assim posso terminar com um bom resultado – e tudo está em aberto.”

Por outro lado, esta foi a primeira parte de uma “etapa maratona”, e isso significa que hoje no acampamento só os pilotos podem fazer intervenções nas suas máquinas. Veremos até que ponto o desgaste e as mazelas do dia poderão ter reflexos na longa jornada de amanhã.

Vitorioso na etapa anterior, hoje Hélder Rodrigues andou em bom ritmo, fechando o dia no 8.º posto, a 4.05 do vencedor, e mantém o 6.º lugar na “geral”. Já Ruben Faria baixou um degrau, para 8.º, ao ser ultrapassado por Stefan Svitko, após ter sido 14.º na tirada, cedendo 6.41 para o mais rápido. Apesar disso, está apenas a um quarto de hora do 4.º classificado, o chileno Pablo Quintanilla.

“Voltou a não ser um dia fácil,” reconheceu Faria. “Na fase final, com muita chuva e lama segurei um pouco o andamento para não arriscar uma queda. Amanhã regressamos a Iquique e com a chuva que continua a cair não vai ser fácil – felizmente a minha moto está impecável.”

Sobre Mário Patrão, interessa recuar à etapa anterior, quando o motor da sua moto cedeu a 30 Km do fim da “especial”. O piloto foi rebocado por um quad, mas além de duas horas e meia perdidas no terreno, ainda averbou mais duas horas de penalização, descendo para 57.º na “geral”.

Hoje, o piloto de Seia arrancou na cauda do pelotão – entre 115 pilotos, só cinco partiram depois dele. Ao longo do dia teve de ultrapassar dezenas de adversários, a meio estava só a um quarto de hora do mais rápido, mas acabaria a 1h37m. Agora, surge a quase nove horas do comandante da prova, para já em 50.º – quando tinham chegado 75 concorrentes.

Amanhã, entre Uyuni e Iquique, haverá um sector selectivo de 784 Km, mas que inclui uma neutralização de 274 Km. Ainda assim, contra o cronómetro serão 510 Km a enfrentar.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 25h40m48s; 2.º Marc Coma (KTM) a 6.28; 3.º Paulo Gonçalves (Honda) a 10.59; 4.º Pablo Quintanilla (KTM) a 25.16; 5.º Toby Price (KTM) a 29.20; 6.º Hélder Rodrigues (Honda) a 33.56; 7.º Stefan Svitko (KTM) a 40.23; 8.º Ruben Faria (KTM) a 40.55; 9. Alain Duclos (Sherco) a 50.31; 10.º David Casteu (KTM) a 1h16.52; 11.º Alessandro Botturi (Yamaha) a 1h19,18; 12.º Riaan Van Niekerk (KTM) a 1h20.06; … 50.º Mário Patrão (Suzuki) a 8h59.00; etc.

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Paulo Gonçalves sobe ao segundo lugar

Após uma etapa muito dura, que trouxe alterações significativas na classificação do Dakar, Paulo Gonçalves ascendeu ao 2.º posto, agora a 9.11 do novo comandante, Marc Coma. Já Ruben Faria subiu para a 6.ª posição, e Hélder Rodrigues sofreu grande atraso.

Entre Uyuni e Iquique os pilotos das motos e quad viveram uma jornada de resistência, bastante complicada. Choveu durante toda a noite e hoje os concorrentes começaram por enfrentar piso de sal molhado a baixas temperaturas – um rude exercício para homens e máquinas, marcado pelo abandono de quatro pilotos do “top 20” e expressivo atraso de outros, como Joan Barreda e Hélder Rodrigues.

Devido às condições climatéricas, o final da primeira parte do sector selectivo foi antecipado para o Km 378. Seguiu-se longa neutralização de 368 Km, regressando a luta contra o cronómetro com mais 38 Km até Iquique.

Joan Barreda teve problemas na moto, na primeira parte da “especial” perdeu cerca de hora e meia para Coma, e na neutralização foi mesmo rebocado por Jeremias Esquerre. Assim, Coma herdou a liderança da prova, num dia em que o chileno Pablo Quintanilla conquistou o seu primeiro triunfo em etapas no Dakar. Também em destaque, Laia Sanz rubricou o 5.º tempo – e já está entre os dez primeiros da classificação geral.

Paulo Gonçalves também registou contrariedades na fase inicial, perdendo meia dúzia de minutos para Coma. Ainda conseguiu recuperar um pouco, para terminar a 4.40 do espanhol mas a 12.17 de Quintanilla, sendo 15.º.

“Choveu torrencialmente a noite toda, o salar (de Uyuni) estava completamente cheio de água, inundado, era um salar com 135 quilómetros. A maioria dos pilotos não queriam correr, por condições de segurança, não se via a mais de cem metros, tínhamos uma altura de água com cerca de 10 a 15 centímetros e andávamos a uma velocidade de cerca de 170 km/h,” explicou Paulo Gonçalves, acrescentando: “Tive problemas, a minha moto parou no salar, mas felizmente consegui chegar ao final.”

Agora, só resta mesmo Gonçalves para desencadear o ataque da Honda à liderança da KTM, ele que na “geral” está a 9.11 de Coma e tem apenas dois minutos de vantagem sobre Quintanilla.

Ruben Faria teve desempenho eficaz, na peugada de Marc Coma durante o dia, e fechou o “top 10” da etapa. Em termos globais, o piloto algarvio subiu dois lugares na “geral”, para 6.º a 34.34 do comandante. “Mais duro não podia ser. Foi um dia muito complicado mas com bom resultado para mim e para a equipa. Estou muito satisfeito com a minha prestação hoje, apesar de cansado,” declarou Faria.

Já Hélder Rodrigues conheceu problemas na sua máquina, perdendo muito tempo, pois fechou a primeira parte da “especial” a três horas do mais rápido. Quando escrevemos estas linhas, Barreda e Rodrigues tinham acabado de concluir a função, baixando para 16.º e 19.º da “geral”, respectivamente.

Mário Patrão cumpriu a jornada sem vicissitudes significativas, sendo 23.º do dia a 23.52 de Quintanilla. Mas com o atraso acumulado, está a mais de nove horas do comandante, pelo que o seu objectivo essencial será agora chegar ao fim e rubricar alguns resultados interessantes em “especiais”. “O meu Dakar está do avesso, mas estou na luta pelo sonho que aqui me trouxe e confiante em chegar a Buenos Aires. Hoje consegui fazer uma boa etapa, muito difícil, com muito frio, altitude, mas sempre perto dos vinte primeiros,” referiu Patrão.

A acção prossegue amanhã, entre Iquique e Calama, num total de 539 Km, dos quais 451 em sector selectivo.

Classificação geral: 1.º Marc Coma (KTM) a 28h51m12s; 2.º Paulo Gonçalves (Honda) a 9.11; 3.º Pablo Quintanilla (KTM) a 11.11; 4.º Toby Price (KTM) a 15.56; 5.º Stefan Svitko (KTM) a 26.30; 6.º Ruben Faria (KTM) a 34.34; 7.º Alain Duclos (Sherco) a 58.08; 8.º David Casteu (KTM) a 1h10.48; 9.º Laia Sanz (Honda) a 1h18.51; 10.º Ivan Jakes (KTM) a 1.47.47; 11.º Juan Pedrero Garcia (Yamaha) a 2h06.19; … 19.º Hélder Rodrigues (Honda) a 3h25.41; … 40.º Mário Patrão (Suzuki) a 9h23.48; etc.

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