Trio lusitano ambiciona o triunfo

Ai está mais uma edição do Dakar, com quatro “mosqueteiros” portugueses em acção, três dos quais candidatos à vitória – Paulo Gonçalves, Hélder Rodrigues e Ruben Faria – enquanto Mário Patrão tem pretensões a entrar no “Top 20”.

Os astros lusitanos continuam a cintilar no firmamento do Todo-Terreno mundial. Desta vez são quatro no Dakar, incluindo dois campeões do mundo – Hélder Rodrigues em 2011, Paulo Gonçalves em 2013 e vice-campeão em 2014 – e o português com melhor resultado nos anais da grande maratona, Ruben Faria, 2.º em 2013. Todos eles integram equipas oficiais – Rodrigues e Gonçalves militam na Honda, Faria na KTM. Nas ambições o triunfo constitui denominador comum ao trio, dispondo de meios para alimentar o sonho.

Em termos de condição física, Ruben Faria teve de ajustar a preparação à convalescença de uma clavícula fracturada em Portalegre, a 1 de Novembro, mas está apto para competir. História do passado é também a fractura de uma costela por Paulo Gonçalves no Rali de Marrocos, em inícios do Outubro. Sem percalços a esse nível, Hélder Rodrigues deseja superar a fasquia de dois 3.º lugares alcançados no Dakar em 2011 e 2012. Assim, três homens altamente moralizados arrancam de Buenos Aires com a vitória em ponto de mira.

Quanto a Mário Patrão, mantém o estatuto de piloto privado e avança para a terceira presença consecutiva no Dakar. Com a experiência já adquirida, aos comandos da sua Suzuki tem argumentos para conseguir melhor que o 30.º posto obtido nas duas anteriores participações, e rodar de forma consistente entre os vinte mais rápidos.

Esta edição do Dakar tem partida e chegada em Buenos Aires. Ao longo de treze etapas, repartidas entre a Argentina, Chile e Bolívia, o percurso das motos tem a extensão de 9.295 Km, dos quais 4.752 em troços cronometrados. Entre outros pontos que colocam à prova as capacidades dos pilotos, destacam-se a travessia do deserto de Atacama e do salar de Uyuni – o mais deserto de sal do mundo – assim como a altitude da cordilheira dos Andes. Saliência também para a existência de duas “etapa maratona” na segunda metade do Rali.

No conjunto das quatro categorias estão inscritos 665 concorrentes, representando 53 nacionalidades, em 414 veículos – dos quais 164 motos, 48 quad, 138 carros e 64 camiões. Após uma largada promocional no Sábado, a acção propriamente dita começa no Domingo, e a chegada acontecerá no dia 17 na capital da Argentina.

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Paulo Gonçalves mais atacante

Paulo Gonçalves foi o melhor português na etapa inaugural do Dakar 2015, ao obter o segundo tempo no troço cronometrado, apenas a 5 segundos do ganhador do dia, Sam Sunderland. Em Buenos Aires, iniciaram a maratona 161 pilotos na categoria de motos.

Entre a capital argentina e Villa Carlos Paz, os concorrentes percorreram 838 Km, dos quais 175 contra o cronómetro num trajecto bastante rápido. Tempo para marcar as primeiras diferenças, ainda pouco significativas entre os homens da frente.

Paulo Gonçalves entrou bem com a sua Honda, cedeu apenas 5 segundos para o britânico Sunderland, em KTM, e ganhou 1.07 ao tetra vencedor do Dakar, Marc Coma. “Se soubesse que ficava a tão poucos segundos de Sam, teria atacado um pouco mais para tentar ganhar a etapa. Mas estou contente, é bom começar o rali com uma posição de pódio,” declarou Gonçalves.

Antes da partida, Ruben Faria admitiu encarar as primeiras etapas de forma calculista para aferir a condição física, ele que vem da convalescença de uma clavícula fracturada a 1 de Novembro. Assim, o 10.º lugar obtido hoje, a 3.02 do mais rápido, é positivo e deixa tudo em aberto quanto às aspirações do algarvio. “A 10.ª posição agrada-me, não perdi muito tempo para os da frente e amanhã vou partir numa boa posição. Não queria acima de tudo exagerar, pois ainda estou a recuperar da lesão na clavícula,” disse Faria.

Já Hélder Rodrigues rodou entre os oito primeiros durante a primeira parte da etapa, mas depois baixou alguns lugares para concluir a função no 12.º posto, a 3.32 de Sunderland.

Azarado no primeiro dia esteve Mário Patrão. Ao Km 45 rebentou o tubo de óleo do travão traseiro, obrigando a “seguir até ao final com um ritmo mais brando e cauteloso”, explicou Patrão, apenas 57.º classificado a 18m42 do vencedor do dia. Uma situação que amanhã obrigará o piloto de Seia a esforços redobrados na ultrapassagem a adversários.

A segunda etapa vai levar a caravana desde Villa Carlos Paz até San Juan, abrindo com uma ligação de 107 Km e depois um troço cronometrado de 518 Km – o segundo mais longo deste Dakar.

Classificação geral: 1.º Sam Sunderland (KTM) 1h18m57s; 2.º Paulo Gonçalves (Honda) a 0.05; 3.º Marc Coma (KTM) a 1.12; 4.º Joan Barreda (Honda) a 1.41; 5.º Alain Duclos (Sherco) a 2.08; 6.º Jeremias Israel Esquerre (Honda) a 2.16; 7.º David Casteu (KTM) a 2.36; 8.º Matthias Walkner (KTM) a 2.42; 9.º Pablo Quintanilla (KTM) a 2.58; 10.º Ruben Faria (KTM) a 3.02; 11.º Toby Price (KTM) a 3.31; 12.º Hélder Rodrigues (Honda) a 3.32; 13.º Olivier Pain (Yamaha) a 3.34; 14.º Jordi Viladoms (KTM) a 3.45; 15.º Juan Pedrero Garcia (Yamaha) a 4.30; … 57.º Mário Patrão (Suzuki) a 18.42; etc.

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Gonçalves e Faria no pódio do dia

Paulo Gonçalves consolidou a 2.ª posição no Dakar, ao obter esse mesmo resultado na segunda etapa da prova, logo seguido por Ruben Faria, que assim também ascendeu ao 3.º lugar da “geral”. Num dia bom para as cores lusitanas, Hélder Rodrigues foi 7.º na etapa e ocupa o 8.º posto no acumulado do Rali.

A etapa entre Villa Carlos Paz e San Juan foi bastante lucrativa para os portugueses que almejam o triunfo neste Dakar. Após o longo e desgastante sector selectivo de 518 Km – para os mais rápidos implicou quase seis horas consecutivas em luta contra o cronómetro – Paulo Gonçalves e Ruben Faria surgem instalados no pódio provisório da competição, graças à sua consistência exibicional e explorando falhas alheias.

Hoje, a luta principal aconteceu entre Joan Barreda e Marc Coma, mas este teve de reduzir drasticamente o ritmo nos últimos 60 Km, devido à degradação do pneu traseiro – e assim perdeu 12.32 para o mais rápido do dia, Barreda. Além disso o vencedor da véspera, Sam Sunderland, também perdeu quase duas horas e meia na ponta final, após errar o percurso.

Numa etapa maioritariamente disputada em piso duro, pedregoso em diversos sectores, e os últimos 40 Km em terreno bastante arenoso, Paulo Gonçalves foi melhorando o posicionamento e com uma ponta final em grande estilo acabou por repetir o 2.º lugar da véspera, a 6.13s de Barreda. Já Ruben Faria manteve regularmente o quinto posto, mas com o atraso de Coma e Sunderland ficou em 3.º, a 9.16 do vitorioso espanhol. Hélder Rodrigues andou a maior parte do tempo na 7.ª posição em que terminaria, a 11.35 do primeiro colocado.

“Foi uma etapa longa e muito dura”, comentou Paulo Gonçalves, “a primeira parte em traçado montanhoso e sinuoso, com muita pedra, mas depois mudou para piso arenoso. Sensivelmente ao Km 250 perdi algum tempo para encontrar um “way point” e fiz sózinho os últimos duzentos quilómetros, mas correu bem. Os últimos 40 Km foram muito difíceis, parecia Supercross com “whoopies” em areia, sob calor intenso.”

Contente com o seu desempenho e condição física, Ruben Faria confessou que “a fase final foi a mais penosa, 40 quilómetros de areia muito duros, sempre em constantes saltos, que obrigaram a baixar um pouco o ritmo. Mas senti-me bem durante todo o dia e depois do ataque na fase inicial mantive o ritmo. No fecho da especial tive que me preocupar não apenas com o físico mas também com o pneu traseiro que estava em muito mau estado.”

Esta jornada proporcionou a Hélder Rodrigues ascender ao “top 10”, mantendo intactas as suas ambições neste Dakar. Para já, situa-se a 13.26 do comandante, mas apenas a 2.49 do 3.º classificado, diferenças curtas numa prova tão longa e em que grandes mudanças na tabela podem acontecer a qualquer momento.

Mário Patrão também teve rendimento positivo. Após o 57.º lugar na véspera, foi evoluindo na pauta classificativa até ser 31.º na etapa, a 52.44 do vencedor. Na “geral” é agora 35.º colocado, após um dia “com muitas horas em cima da moto. A posição em que parti não foi muito favorável, por isso optei por ir até final num ritmo mais cauteloso. Consegui ascender alguns lugares, não tantos como gostava, mas estamos ainda no segundo dia de rali ”, referiu Patrão.

Amanhã, a terceira etapa liga San Juan e Chilecito, com 657 Km, incluindo um sector selectivo de 220 Km.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 7h06m44s; 2.º Paulo Gonçalves (Honda) a 4.37; 3.º Ruben Faria (KTM) a 10.37; 4.º Jordi Viladoms (KTM) a 11.24; 5.º Toby Price (KTM) a 11.32; 6.º Marc Coma (KTM) 12.03; 7.º Matthias Walkner (KTM) a 12.26; 8.º Hélder Rodrigues (Honda) a 13.26; 9.º Jeremias Israel Esquerre (Honda) a 16.24; 10.º Juan Pedrero Garcia (Yamaha) a 19.34; 11.º Stefan Svitko (KTM) a 22.14; 12.º Alain Duclos (Sherco) a 22.22; … 35.º Mário

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Paulo Gonçalves segue em segundo

Paulo Gonçalves mantém a 2.ª posição no Dakar, após ter sido o quinto mais rápido na terceira etapa da prova. Por sua vez, Ruben Faria e Hélder Rodrigues são agora respectivamente 5.º e 9.º classificados na “geral”, enquanto Mário Patrão subiu duas posições na tabela.

A etapa entre San Juan e Chilecito incluía um troço cronometrado de 220 Km, com predominância de terreno bastante pedregoso – e alguns riachos para transpor – mas também porções arenosas. Uma tirada que não rendeu diferenças muito significativas entre os homens da frente, e como principal novidade trouxe a vitória do austríaco Matthias Walkner, campeão mundial de motocross MX3 em 2012 e estreante no “Dakar”.

Quanto aos portugueses, Paulo Gonçalves e Ruben Faria tiveram actuações seguras, sendo 5.º e 7.º classificados neste dia, respectivamente a 2.49 e 3.26 do vencedor. O piloto de Esposende continua firme no 2.º posto do Rali, a 5.33 do comandante, Joan Barreda, e com cinco minutos de vantagem sobre Walkner, logo seguido de Marc Coma.

Já Ruben Faria baixou duas posições na “geral”, mas está apenas a uma dúzia de minutos do líder da prova.

“Continuamos na luta, está a ser um bom rali. Muito difícil, exigente, mas tanto eu como a minha Honda temos estado à altura,” disse Paulo Gonçalves. Já Ruben Faria sublinhou que “a especial era muito sinuosa, com bastante pedra e muito traiçoeira, em especial na fase final. Adaptei o meu ritmo e mantive sempre margem de segurança sem correr riscos desnecessários.”

Hélder Rodrigues teve hoje um dia menos produtivo, sendo apenas 15.º colocado, a 7.01 do mais rápido. Em consequência desceu um lugar no acumulado do Rali, para 9.º, agora a 18m34 de Barreda. Quanto a Mário Patrão, continua a subir na tabela – foi 30.º na etapa e surge no 33.º posto da “geral”.

Em detalhe, Hélder Rodrigues rodou engripado nos primeiros dias de prova, com naturais reflexos em termos físicos. Quanto a Mário Patrão, afirma: “Mantive a regularidade. Estou a partir num grupo de pilotos que sai para a ‘especial’ cronometrada de 30 em 30 segundos e isso dificulta um pouco as ultrapassagens, especialmente pela presença de muito pó no percurso. Em todo caso sinto-me bem, a subir de dia para dia.”

A jornada de amanhã, 909 Km entre Chilecito e Copiapó, assinala a entrada no Chile, após a travessia da Cordilheira dos Andes, que leva os concorrentes a cerca de 4800 metros de altitude. O sector selectivo tem 315 Km, evidenciando-se os últimos 40 Km em dunas no deserto de Atacama, colocando à prova os dotes de navegação.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 9h43m05s; 2.º Paulo Gonçalves (Honda) a 5.33; 3.º Matthias Walkner (KTM) a 10.33; 4.º Marc Coma (KTM) a 10.50; 5.º Ruben Faria (KTM) a 12.10; 6.º Toby Price (KTM) a 12.24; 7.º Jordi Viladoms (KTM) a 14.07; 8.º Jeremias Israel Esquerre (Honda) a 18.33; 9.º Hélder Rodrigues (Honda) a 18.34; 10.º Juan Pedrero Garcia (Yamaha) a 23.02; 11.º Alain Duclos (Sherco) a 23.40; 12.º Stefan Svitko (KTM) a 26.36; … 33.º Mário Patrão (Suzuki) a 1h28.21; etc.

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Dia complicado para os portugueses

A longa etapa que marcou a entrada no Chile trouxe algumas adversidades às hostes lusitanas no Dakar. Ainda assim, Paulo Gonçalves apenas baixou um lugar na “geral”, para 3.º, e Ruben Faria subiu ao 4.º posto, mas ambos estão agora a mais de vinte minutos do comandante e ganhador do dia, Joan Barreda.

Dia extenuante, este, com muitas horas de condução para percorrer 909 Km entre Chilecito e Copiapó, dos quais 315 Km cronometrados já em território chileno – após a travessia da Cordilheira dos Andes, que levou os pilotos a cerca de 4800 metros de altitude.

Um duelo pela vitória marcou esta quarta etapa. Joan Barreda conseguiu apanhar Marc Coma, que tinha partido dois minutos antes, e depois seguiu o rival para vencer e consolidar a liderança na prova. Muito interessante foi também o desempenho de Pablo Quintanilla, que celebrou a entrada no seu país com o 3.º lugar, e da espanhola Laia Sainz, a obter o 8.º melhor registo.

Paulo Gonçalves cometeu erros de navegação na primeira parte do troço cronometrado, onde perdeu dezasseis minutos para o mais rápido. Depois, imprimiu um ritmo ao nível dos primeiros, mas teve de contentar-se em ser 12.º na jornada, a 14.56 do vencedor. O piloto de Esposende apenas foi ultrapassado na “geral” por Coma, mas mais significativo é o tempo perdido, pois está agora a 20.29 de Barreda e a 7.40 do tetra vencedor do Dakar.

“Hoje foi um dia difícil para mim, perdi-me no início ao quilómetro 11. Depois tentei recuperar mas acabei por fazer mais um erro de navegação ao Km 124,” esclareceu Gonçalves. “Felizmente na parte final consegui recuperar algum tempo, mesmo assim perdi quinze minutos para o líder do dia.”

Ruben Faria fez uma boa etapa, quase sempre entre os quatro primeiros do dia, mas na ponta final – no deserto de Atacama – teve um erro de percurso que o remeteu para o 5.º posto, a 10.55 de Barreda. Apesar de ter subido para a 4.ª posição da “geral”, a diferença face ao comandante cifra-se em 23.05.

Hélder Rodrigues estava igualmente a ter bom desempenho, surgindo em 6.º durante mais de metade do sector selectivo, mas posteriormente um problema mecânico fez com que terminasse em 17.º, a 20.31 do primeiro. Com este resultado, Rodrigues fecha agora o “top 10”, a 39m05 do líder da competição.

O problema aconteceu após o reabastecimento, quando a moto de Rodrigues não arrancou. “Tinha um cabo que o mecânico não conectou bem e a moto não trabalhava. Estive cerca de vinte minutos até conseguir reparar,” explicou o piloto. “Foi pena isto que aconteceu, porque a moto portou-se muito bem.”

Finalmente, Mário Patrão foi variando o posicionamento na casa dos quadragésimos, terminando em 49.º. Porém, na “geral” baixou apenas dois degraus, regressando ao 35.º lugar, já a mais de duas horas do comandante.

A acção prossegue amanhã, entre Copiapó e Antofagasta, com 697 Km em agenda, dos quais 458 Km a cumprir contra o cronómetro.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 13h10m33s; 2.º Marc Coma (KTM) a 12.49; 3.º Paulo Gonçalves (Honda) a 20.29; 4.º Ruben Faria (KTM) a 23.05; 5.º Jordi Viladoms (KTM) a 24.51; 6.º Pablo Quintanilla (KTM) a 30.42; 7.º Toby Price (KTM) a 32.05; 8.º Matthias Walkner (KTM) a 33.28; 9.º Alain Duclos (Sherco) a 36.31; 10.º Hélder Rodrigues (Honda) a 39.05; 11.º Stefan Svitko (KTM) a 40.27; 12.º Laia Sanz (Honda) a 48.02; … 35.º Mário Patrão (Suzuki) a 2h15.25; etc.

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Paulo Gonçalves consolida 3.º lugar

Paulo Gonçalves reforçou o 3.º posto no Dakar, ao ficar mais distanciado dos perseguidores imediatos. O piloto de Esposende foi 5.º na etapa, logo seguido de Hélder Rodrigues, que continua a fechar o “Top 10” da classificação geral, na qual Ruben Faria desceu duas posições.

Entre Copiapó e Antofagasta avultava o extenso sector selectivo de 458 Km. Ao contrário da véspera, Barreda partiu na posição de “lebre” de serviço, mas após uma trintena de quilómetros deixou esse papel para Marc Coma, que na dianteira passou a marcar o ritmo e o terreno, com Barreda em gestão táctica a curta distância.

Depois, a diferença entre eles pouco variou, e se Coma bateu o rival por 2.16, Barreda segue no comando do Rali com 10.33 de vantagem sobre o compatriota. O chileno Pablo Quintanilla explorou bem o seu superior conhecimento do terreno para repetir o 3.º lugar da véspera, agora diante de Stefan Svitko.

Paulo Gonçalves começou em grande ritmo e a meio do troço era o terceiro mais rápido. Depois cedeu algum tempo, mas ficou em 5.º a 4.37 do vencedor. Feitas as contas, reforçou o 3.º lugar na “geral”, pois dispõe de 9.16s sobre o perseguidor imediato, agora Quintanilla, o qual se encontra já a mais de meia hora de Barreda.

“Foi uma etapa difícil, em pistas muito estragadas e pedregosas, com muitos buracos,” declarou Gonçalves. “Arranquei em 12.º, até ao Km 100 tive bastante pó dos pilotos que arrancaram à minha frente e perdi tempo. Depois, na parte final perdi mais algum tempo a localizar um “way point”, mas o resultado final do dia é bom – e assim tenho uma boa posição de partida para amanhã.”

Bom desempenho também para Hélder Rodrigues, que surgia em décimo na primeira metade, mas depois pode incrementar o ritmo para se fixar na 6.ª posição em que terminaria, a 6.35 do primeiro. Assim, permanece em 10.º no acumulado da prova. “Apanhei muito pó e até ao Km 226 só consegui passar um piloto,” explicou Rodrigues. “Depois, a partir do reabastecimento imprimi bom ritmo. Com mais vento e um deserto mais aberto consegui então passar alguns pilotos e chegar ao final com um melhor resultado.”

Ao contrário da véspera, hoje foi a vez de Ruben Faria ter um dia menos produtivo. Ele e Viladoms erraram o percurso ao Km 30, e a meio do sector selectivo acusava oito minutos de atraso para os mais rápidos. Na parte final a diferença aumentou e o algarvio fechou a jornada apenas em 15.º, a 17.24 do vencedor. Em consequência, desceu dois lugares na “geral”, sendo agora o 6.º classificado.

“Foi pena o erro logo no início,” confessou Faria. “Aconteceu numa zona muito rápida e estava concentrado na condução. Demorei algum tempo a regressar ao rumo correcto e depois foi sempre em ritmo veloz para tentar recuperar o mais possível. Consegui entrar na última secção na 12.ª posição mas estava muito desgastado fisicamente e perdi mais alguns minutos.”

Depois de ontem ter voltado a debater-se com problemas no travão traseiro, ao ficar muito cedo sem pastilhas, Mário Patrão realizou hoje uma etapa em crescendo e acabou por ser 31.º classificado, a 44.50 do primeiro. Na tabela geral subiu dois degraus, recuperando o 33.º lugar.

Amanhã, na etapa que antecede o dia de descanso para os homens das motos e quad, estes têm mais 688 Km a cumprir desde Antofagasta até Iquique, incluindo 319 Km em troço cronometrado.

Classificação geral: 1.º Joan Barreda (Honda) 17h51m05s; 2.º Marc Coma (KTM) a 10.33; 3.º Paulo Gonçalves (Honda) a 22.50; 4.º Pablo Quintanilla (KTM) a 31.06; 5.º Jordi Viladoms (KTM) a 36.23; 6.º Ruben Faria (KTM) a 38.13; 7.º Matthias Walkner (KTM) a 38.36; 8.º Toby Price (KTM) a 39.54; 9.º Stefan Svitko (KTM) a 42.05; 10.º Hélder Rodrigues (Honda) a 43.24; 11.º Alain Duclos (Sherco) a 44.12; 12.º Jeremias Israel Esquerre (Honda) a 59.10; … 33.º Mário Patrão (Suzuki) a 2h57.59; etc.

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